terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Covardes segundos


E lua, como uma lanterna de Deus estava a me vigiar, não permitindo que eu fechasse os meus olhos, não permitindo que eu ousasse desistir.  Eu permanecia ali, com o corpo encostado na desconfortável poltrona, a encarar as pessoas no escuro,com os olhos semi abertos e inundados por aqueleas lágrimas pesadas. Pela janela eu os via,e tentava omitir a minha dor, tentava disfarçar aquelas lágrimas e inultimente eu tentava esboçar um força, que naquele momento, eu não mais possuía.
A medida que eu me distanciava, tentava superar aqueles meus segundos covardes, tentava encontrar a razão para minha partida, tentava me convencer de que iria valer a pena e que até mesmo um dia, talvez, eu viesse a sentir falta daquilo.
Eu adormeci encarando aquela lanterna branca, e esperei estar em casa quando voltasse a abrir meus olhos. Porém, eu estva longe de casa, aquela lua branca já havia ido embora e deixado as coisas de certa forma, bem claras pra mim. Havia amanhecido e eu precisa enfrentar os meus famintos leões.

sábado, 28 de janeiro de 2012

E aquela menina acordava quase sempre com alguma coisa no coração, algo parecido com um cisco nos olhos, algo de tamanha insignificância, mas quando se tocava, simplesmente doía. Ela compreendia quase todas as verdades, mas ainda persistia em se lembrar das antigas convicções. Sentia falta do que era,de tudo que acreditava e não compreendia como tudo de repente mudou. Não encontrava-se mais nela aquela beleza convincente,por instantes persista nela um olhar vago procurando por algo que ela ainda não sabia o que era. Talvez procurasse por certezas,ou quem sabe por out doors que falassem ao mundo tudo que ela ainda precisava acreditar.
E seu coração comprimia-se  no peito, o ar agora passava com dificuldade pelas suas narinas. Porém ela ainda respirava, não porque queria, mas porque precisava sobreviver,precisava encontrar dentro dela, toda aquela superfície plana que permitia que ela caminhasse segura e sem medo.
Então naquela noite ela fechou seus olhos e contou pra Ele, como uma criança mimada, tudo que ainda a incomodava. E então despertou, em uma linda manhã de sol. E se surpreendeu, ela havia voltado a ser quem sempre foi. Os olhos já estavam firmes e fixos ,já não mais se retraiam, ela não se comparava com nada nem ninguém, sabia de fato quem era. A mãos alinhadas ao corpo, movimentavam-se seguramente, ela não mais temia cair,ela nem se quer temia.. agora, ela caminhava por aquele lindo e verdadeiro caminho, e estava disposta a desfrutar de cada detalhe que ele pudesse oferecer. Finalmente, ela voltou a sentir toda coragem e segurança que um dia usufruiu.

domingo, 27 de novembro de 2011

Meu bom sonho

Era um dia de sol e nós estávamos sentado a beira do mar, com os pés molhados, e com as mãos para trás sustentando o nosso corpo, nossos olhos estavam fixos na outra margem e o vento insistia em bagunças o meu cabelo.
Eu ouvia a sua voz, e diante de algum comentário, eu sacudia a cabeça e me pegava sorrindo daquelas suas bobeiras.Eu pensava em tanta coisa, por momentos eu fechava meus olhos e me limitava a ouvir as àguas explodindo nas pedras envolto pelo som dos seus risos sinceros.
Eu quis permanecer ali.
Desviei meus olhos da outra margem e me virei para você, eu tinha minhas delicadas lembranças e uma vontade enorme de te abraçar. Voltei a encarar o horizonte. O sol estava forte, você reclamava do calor e eu insistia em implicar com suas manias.
Como se estivesse escutado meus pensamentos, você me abraçou forte, inclinei a cabeça sobre seu ombro e então eu te perguntei: - Quando é que você vai entender que eu te quero para sempre ao meu lado ?
E então eu despertei, desejando ter ouvido a sua resposta.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Segure suas palavras. Feche seus olhos.Não se renda, não levante suas mãos vazias, não abaixe seus olhos, encare e simplesmente, sorria! Preserve-se forte, reconheça seus méritos, se arme, se ame, se atreva. Arrisque!Não olhe pra trás, não se  prenda à vagas lembranças,tenha a ousadia de viver o presente.
Seja livre, liberte-se das más impressões, das antigas opiniões e dos velhos costumes. Dê oportunidade ao novo. Assuma sim, certa indiferença. Você precisará dela nesses dias maus.
Desvie seus olhos e seus ouvidos. Você não precisa ver tudo que eles te mostram e nem ouvir essas boas histórias. Acredite nas antigas verdades e nas boas mentiras. Ouça a boa música e movimente seu corpo. Interaja com seus pensamentos e acredite, você é bem melhor do que isso. Fomos criados para voar, não insista nesses curtos passinhos. Abra seus braços e se permita, ao menos uma vez, ser livre !

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

for you (:

E de repente me vejo cheia de saudade ,com os olhos ansiosos e com o corpo refugiado em seus braços. E de repente você  é tudo que eu sempre quis .
Eu sinto você aqui como na noite passada,nem parece que eu tive que me despedir.Eu continuo aqui, suspirando e sorrindo, te encontrando em cada lembrança.
Agora, eu já posso segurar a sua mão.
Eu procurei por você, eu procurei por aqueles desejos realizados,e talvez, sob algum travesseiro eu tenha encontrado todos eles consumidos.
Não feche seus olhos,eu preciso me encontrar no fundo deles e assumir que eles ficam, de fato, lindos quando você sorri. Não vá em embora agora, fique até o sol chegar,fique até a lua despedir o sol,fique por tempo suficiente,ou se preferir, permaneça aqui para sempre!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Eu tento silenciar meu choro enquanto minhas lágrimas escorrem! Sei que tudo é um processo de adaptação,mas como se acostumar com a falta de silêncio e com o cinza celeste? Como fechar os olhos para miséria constante e a necessidade de violação ? Como me conformar com as salas cheias mas sem nenhum aprendizado ? Quando é que vou compreender, que a futilidade aqui é necessária e que eles precisam pisar em alguém para se sentirem grandes? Quando é que vou perceber que aqui você vale o que você tem ? E se você não tem , você não é. Como entender que as boas ações são em troca de status de '' boas pessoas" e não de compadecimento do próximo? Eu encaro sorrindo um vagão cheio de mau humorados; E como são apressados esses de pouco humor. Como assimilar a grandeza da cidade com esses corações tão pequenos, que só batem para espalhar o próprio sangue? Como entender que neste lugar tão quente as pessoas ainda se mantêm frias? Não vou me acostumar. Na verdade, eu não quero !
Não quero me submeter a essa rotina de sobreviventes. Eu aprendi que o céu deveria ser azul. Que as pessoas deveriam ser boas e se ajudarem.Que ao amanhecer, apenas as aves concederiam sons aos dias comuns. Que o ar deveria ser limpo,que devíamos respeito ao próximo e que as pessoas sempre teriam algo a nos oferecer,não necessariamente material. Que nossos corações deveriam ser aquecidos e eu deveria me importar com as lágrimas alheias. E serão essas a verdades em que eu irei acreditar. Não porque quero me preservar em uma ingenuidade, mas porque, não quero corromper os meus valores!

terça-feira, 13 de setembro de 2011


''Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade"
Clarice Lispector